quinta-feira, 20 de maio de 2010

LIXO -Oque somos

"LIXO"
Autor: Camaleão
Mariana (Brasil)



                                               existência
        /                 \
                                            vida        X       Morte
                 transcendental <                                 >finitude


 E pra você?



          ...Existe, porque existe agoniza pra morrer...porque algumas portas se fecham, porque alguns ate insistem em se matar, dentro de cada um, dentro de si, cada um sabe aquilo que tambem sobrevive 
Que em mim seja sempre flores! 
E vá... vá angustias e perguntas que ficaram sem repostas certas, erros que ficaram sem tolerancia...vá...e descanse em paz.

                                     "A garantia única é que eu nasci.

domingo, 9 de maio de 2010

Sentimento do Mundo

Não, meu coração não é maior que o mundo.

É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas [livrarias:
preciso de todos.
                                              





Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.


A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.


Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e [algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.


Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma. Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! vai inundando tudo...


Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?


Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)


Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.


Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e [convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.


Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os [dias,
entre o fogo e o amor.


Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.

– Ó vida futura! nós te criaremos.




1940/Sentimento do Mundo_Carlos Drummond






domingo, 21 de fevereiro de 2010

Discurso do Embaixador do México (nem esquerda nem direita, HUMANISMO)

Discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.
 A Conferência dos Chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os Chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e historicamente exacto


"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

· Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!



· Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.



· Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.



· Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.

· Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.



· Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.




· Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

· Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.



· No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.



· Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.



· Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.



· Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
· Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

· Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."




Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa.  

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

De Patricia Highsmith


"-(...)Então você quer se apaixonar? É provável que se apaixone logo, e quando ocorrer, aproveite,depois fica mais difícil.
- Amar alguém?
-Se apaixonar.Ou até ter desejo de fazer amor.Acho que em todos nós o sexo flui mais lentamente do que gostaríamos de acreditar, especialmente os homens. As primeiras aventuras geralmente não passam da satisfação de certa curiosidade, e depois a gente fica repetindo os mesmo gestos, procurando encontrar...o quê?
-O quê?- repetiu Therese.
-Será que existe o termo certo? Um amigo, um companheiro, ou talvez apenas alguém que compartilhe.De que servem as palavras? Quero dizer, acho que às vezes as pessoas buscam no sexo coisas que se podem achar muito mais facilmente de outra maneira.
  Aquilo que Carol disse sobre a curiosidade, ela sabia ser verdade.
-Que outra maneira?- perguntou ela.
 Carol lhe deu uma olhadela.
-Acho que cada pessoa precisa descobrir isso por conta própria. Será que consigo arranjar um drinque aqui?"

---->trecho de  Patricia Highsmith em seu Romance Carol,criadora de Tom Ripley, livro que tem invadido minhas tardes com tamanha ousadia, acho que nunca me deparei com narrativa tão objetiva  para com as emoções,sem perder a delicadeza, tratando com profundidade tudo aquilo que no cotidiano é tão subjetivo coisa que só uma boa literatura propõe, no mais permanece a dica. Au revoir, meu romance me chama!

sábado, 26 de dezembro de 2009

De lennon


Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
 Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho.
 E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

 jonh lennon

sábado, 21 de novembro de 2009

eu que ...

  Eu que queria um descanso na loucura ando na beira da dúvida dos que quase andam com os dois pés no chão....pés que já firmam 20 anos,daqueles que não tem muito a perder, e nem tão pouco possuem a ousadia de saber de tudo aquilo que se quer, mas na incerteza do repouso de meus sonhos oque vale é a fé  de que se deve fazer do caminho a seguir  o mais firme.
Eu que já pisei nos extremos das paixões, não ando me contentando com os meios, nem com a metade muito menos com tudo aquilo que não possui a honra de se perceber a essência, eu que  vivo a  ferro e fogo... pra depois bem depois ser necessário a água que irá acalmar a sede que antes parecia insaciável,transcendo diante de tudo aquilo que parecia sem saída.
No nó por tudo aquilo que engoli, e não sei se por ter sido forte, fraca, honesta, leal, submissa ou por ter encarado de frente, todas essas palavras ficarão em xeque, pois prefiro a medida do que realmente vale!
PRefiro a sublimação...
Prefiro a musica alta...
Prefiro tudo do que nada!
 O caminho mais dificil  o do recomeço...da transformação do que da adaptação...
Eu busco o real... pois só este cabe em mim! Acreditar no que existe em mim... nos olhares que me encontrei.. na prece que fiz e me acalmou...na fé que inventarei em meio ao caos...nos sonhos e cores que não deixarei de pintar...






segunda-feira, 2 de novembro de 2009

delas...

"A beleza do mundo tem duas margens, uma do riso e outra da angústia, que cortam o coração em duas metades"


V.W.

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."

"Sou uma filha da natureza:quero pegar, sentir, tocar, ser.E tudo isso já faz parte de um todo,de um mistério.Sou uma só... Sou um ser.E deixo que você seja. Isso lhe assusta?Creio que sim. Mas vale a pena.Mesmo que doa. Dói só no começo."

        "Não sei voar de pés no chão"


'Sinto que ainda não alcancei os meus limites, fronteiras com o quê? Sem fronteiras, a aventura da liberdade perigosa. Mas arrisco, vivo arriscando.'

C.lispector

domingo, 18 de outubro de 2009

O otimismo deve de ser cético!



"-A sorte abre suas portas pra todo mundo pelo menos uma vez na vida. Mas se a oportunidade é desperdiçada, a sorte serra suas portas"
o cheiro do ralo

domingo, 4 de outubro de 2009

Dança sem par


Peço lincença, e vou no suspiro sem trago, porque neste espelho é meu mundo que reflete, pra minha urgência de vaidade e ego!
Ar que se falta, abstnência silenciosa,desvaneio impróprio, das palavras que não cabem,do silêncio que deu um nó ....duas metades de uma laranja, agora é como me vejo!
E nessa velha teimosia, tropeços de orgulho,brigas com a incerteza do acaso,vingança do desejo de não deixar passar....e dois mais dois continuarão sendo cinco...porque não há tanto que ser dito assim...
Músicas continuarão sublimando oque não se faz, filmes continuarão fazendo sonhar...e paixões continuarão sendo contraditórias,teimosas,irracionais ,violentas... impregnadas de paradoxos que ainda não me recusei a decifrar.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Com mais ironia pra debochar do absurdo!







[ deia diz:
let it be neh
deia diz:
pra quer pensar mto
'Delba' [trabalho] diz:
eh...acho q a gente peca por pensar d+
deia diz:
gostei disso que falou! ]




"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Eu,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? "

Poema Em Linha Reta

Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

e assim se passa uma semana!

"este copo já não é pra ela
dela a tatuagem no meu peito
o meu peito é uma varanda
onde o tempo já nao anda

garçom, faça um favor
traga outro trago
e os bêbados, calem a boca!
não quero rimas de amor
e os bêbados, calem a boca!
não quero rimas de amor
esta mesa, este bar já me ensiaram a dormir e a acordar"























Hoje amanhaceu com sol, talvez pra fazer um contraponto ao frio que me obrigou a me habituar a andar mais recolhida.O movimento é menor.. e os ares se tornam mais calmos, talvez pra dar boas vindas a minha primeira aula de antropologia.
Saudade ta fazendo parte da minha essência.... e amanhã... e depois....e antes.... e daqui pra frente.. fica bonito,guardando oque de fato é precioso!

Meio ali, meio aqui, meio diferente.... "no final da certo" dizem....solidário as vezes, auto-descobrimento sempre,fé pra garantir, ousadia pra se firmar, até choros pra constatar!
Um telefonema bom pra lembrar oque há 120 km perto está!
A comida anda boa, um baralho preenche algumas tardes, uma cachaça meio barata,não faz tanto mal assim
Há gente diferente por todos os lados....
E eu.. sei bem quem eu sou no meio da roda!
Um pessoal ali toca violão numa praça a quinta a noite..."todo mundo so quer se unir".
A semana acabou!

Todas igrejas por aqui tem porta verde?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Os Camarões!

.

música: meu indescritivel amor

letra:Glauber Cisneiros e Felipe Saldanha

arranjo: Os camarões



Eles, hoje quero transpor oque são eles, oque há deles em mim....pq há tanto, eles são um tanto da minha vida, da minha singela vidinha, eles são um tanto que vejo e sinto!
Aquela idéia,aquele desejo de tocar, misturada com paixão com ardência, que aos poucos se confunde com as diferenças e vai dando lugar a copetência! Porque é também isso que eles são copetentes...fazem bem feito, tem a sua maneira "singular", de uma forma ou de outra dentro de todas desavensas, vejo sintonia, e isso se nota por quem está na plateia e tão de perto senti.
Eles, o profissionalismo timido do dudu no contrabaixo dando gás e seriedade a gana e pegada do glauber na bateria, fazendo assim um contrapeso a influência "progressiva melódica" do rafa que penetra ao poucos na mistura "louca"de raiz que traz o violão do mamute.
Eles, que de longe parecem tão timidos, mas com as notas de seus intrumentos sinto, sinto muito, um calor tremendo, esse espirito necessário ao rock, esse eles transmitem bem, pois assim na agressividade digna da juventude, o são. No meio desses contrapontos de personalidades, eles se juntam as vezes tarde da noite, as vezes depois de atrasos do mamute ou depois de divergências, eles se juntam e comungam essa dádiva dada pela música! E só é o justo desse calor talvez porque cada um se uniu por razões que não precisa de palavras pra explicar ou qualquer motivo aparantemente forte, basta saber que oque uni as pessoas é oque agente tem dentro da gente.
Eu sei que é tanto o brilho de cada um, como um tanto do kaka que se aflinge por eles,e faz tanto por essa historia seja em cima ou fora do palco.Tem eles em mim também que teus shows foi e ainda o serão cenário em minha vida...cenário, enredo e ate instrumento... de inspiração e além de tudo admiração!
Eu vi o desdém em um pequeno festival de banda (o primeiro), mas vi tambem o aplauso na UFMG. E seja lá ou em meio aos ratos do pau e pedra, eu estarei sempre lá... porque vale, porque eu creio...onde já vi lágrimas vi também sorrisos e aplausos.




música: Pseudo Samba do amor platônico

letra: Felipe Saldanha

Arranjo: Os camarões.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

ASSIM!

"A vida é cheia de requebrado e apenas assim ela flui, segue solta... e se decide e se firma e se forma, sem deixar transparecer que fizemos nossas escolhas."

domingo, 2 de agosto de 2009

palavras na hora certa..

"...Agora eu sei... Agora eu compreendo que o essencial em nossa profissão, tanto faz que seja n o palco ou na literatura;
O essencial não é a glória, não é a fama, nem nada daquilo com que eu sonhava. O essencial é saber aguentar com PACIÊNCIA,É SABER CARREGAR A CRUZ E TER FÉ"

tchékov



As palavras chegam como mais ou menos é, de quem de perto viu mta coisa,tem pessoas especiais que viram minhas ultimas "batalhas",e eu agradeço pq estas pessoas são parte da minha vitória!
;)
Agora fé pra oque virá!neh?!
Tem gente nova entrando na minha vida, e gente velha voltando, fazendo as pazes, permanecendo.. provando que nada é por acaso, oque se conquista fica!
Eu guardo todas com suas devidas peculiariedades no meu coração, na memória!!

E pra terminar a noite... pontuarei aqui com um trecho de caio fernado....que ilustra tão bem o mágico!




"... Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra ˜ talvez por isso, quem sabe? Mas nenhum se perguntou. Não chegaram a usar palavras como "especial", "diferente" ou qualquer coisa assim. Apesar de, sem efusões, terem se reconhecido no primeiro segundo do primeiro minuto... Mas desde o princípio alguma coisa ˜ fados, astros, sinas, quem saberá? conspirava contra (ou a favor, por que não?) aqueles dois (...) Para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los ˜ ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam."

sábado, 25 de julho de 2009

Aquilo que Há

Não há nada a ser feito
Versos,deleites nem beijos
Nada mais a ser dito
Palavras sem nó
Ou facetas embutidas
Há mistério
Há silêncio
Folia embriagada
No nó da dúvida
Há falta de ar
E a lucidez embaçada
Brilho sem enredo
Suspiro sem trago

.................................................................................................................................................................


Poesia na noite...Poesia na luz,de brincadeira, de vez em quando, na medida que convém!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mantra




Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...


Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...


E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...


Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...


Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...


Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...


Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...


Aaadeeeus Dooooor...